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"Como explicar para Deus" é uma confissão de fraqueza,
"Eu menti" é a declaração da vergonha,
vergonha por ser um homem com a vida toda errada
que acredita em amor bonitinho que ele cria em mundos!
Hoje, vi uma mulher a qual me remete àquilo que disse sobre ser cristão!
Eu sou perverso, um cara que tem vergonha de orar por saber que não presta!
Esses textos são uma declaração de fracasso sentimental,
talvez, eu tenha criado um amor para tapar a minha incapacidade de ser algo para alguém,
assim como Cazuza, escrevo o que nunca vivi...
Toda a minha filosofia, tudo que estudei não vale de nada,
pois sou incapaz de, hoje, ter a família que sempre sonhei!
Olho para você e vejo que, na verdade, eu não sou nada,
apenas um cara que já passou dos 40
que age como um jovem em busca dum amor que não existe!
Perdoe-me se tudo isso mexe com você!
Eu não tive a intenção,
o meu papel é proteger, não ferir...
Você foi um relapso de felicidade,
Schopenhauer diz que a felicidade é o pequeno intervalo entre a tristeza e o tédio,
eu inventei que a felicidade é o limiar entre o lúdico e o pragmático,
só que, na verdade, eu nunca fui feliz...
Como diz Nietzsche,
toda filosofia é uma armadura contra o nosso próprio caos!
Você foi o acalento da guerra!
O abraço quente em meio ao inverno,
você foi o sonho do homem que morre em guerra...
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